Copenhaga II
Copenhaga é de facto lindíssima, e em muitos aspectos completamente diferente de qualquer cidade que eu conheça. São tantos os pormenores que é difícil não ficar “intoxicado” com ela.
A cidade vibra! Copenhaga é uma metrópole com hábitos muito próprios, por exemplo, trabalham normalmente 8/9h até às 16:30, e param apenas 30 minutos para almoçar. Conceptualmente até pode parecer horrível mas nós, se repararmos em Lisboa fazemos isso muitas vezes, o que os diferencia de nós é tudo o que fazem de seguida! É que os tipos aproveitam! VIVEM, não perdem cá tempos entre trabalho e casa, a maioria deles trabalha a menos de 20 minutos de bicicleta de casa o que ajuda nisto que vou dizer, mas a vibração da cidade começa exactamente quando os escritórios esvaziam, os parques enchem-se, as ruas, os cafés! Aproveitam como podem este fresco verão que lhes coube na sorte, mas aproveitam-no como não me recordo de alguma vez ter visto, é fantástico, de pequenos a graúdos, todos os espaços verdes, servem para uma leitura, um pic-nic, ou uma mera sesta.
Alguns sozinhos outros em grupos de adultos que mais fazem lembrar pequenos grupos de adolescentes em furo do horário escolar, mas não os fatos distinguem-nos dos mais novos, estão mesmo é a curtir o sol e o que a vida tem de bom. Bebem bastante! Sim, é comum ver-se um grupo de amigos partilharem uma paleta (sim, não é engano!) de cerveja só pelo gozo de estarem ali a curtir um pouco de sol com mais amigos.
Outra característica fantástica, é que me parece que muito embora a fama das bicicletas seja conhecida pelos holandeses, aqui em Copenhaga anda-se muito mais de bicicleta! É uma total loucura, descontrolada talvez, grandes grupos acumulam-se à espera que o sinal abra, assim que o verde dispara, ala que lá vão eles, rápidos, metódicos (sim aquela leveza e certeza no movimento são anos de escola!), lá vão eles pela faixa como se fosse a coisa mais comum do mundo. Anos luz de diferença de facto. As colinas de Lisboa não ajudam é verdade, mas há muitas cidades sem colinas e nem por isso se aproximam, o que me leva a pensar que acima de tudo o que está diferente é mais o que vai nas cabeças do que as capacidades físicas de cada um. Ver é crer, e crer é poder.
Sou de facto um sortudo em muitos aspectos e este é um deles, poder estar aqui, deambular por entre esta gente, com uma história tão distinta da nossa. Sortudo por ter alguém como a Patrícia que apesar de estar a atravessar um período difícil, insistiu para que a viagem seguisse como planeado, mesmo não podendo ela vir. A viagem teria por certo tido uma perspectiva totalmente diferente, e seria para ambos uma experiência única, se ela estivesse por cá, mas é porque não tinha que ser, e as coisas são mesmo assim. Provavelmente esta semana até a ajuda mais sem mim por perto para piorar o cenário! ![]()
INFO
A ler “Copenhaga II,”
- Publicado em
- 6.10.05 às 7pm
- Arquivado em
- Coisas que importam, General, One more day, Viagens
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